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Chip orgânico dá esperança a paraplégicos

Assessoria de Comunicação da Fapesc - 11/12/2009

A pesquisa envolve físicos, engenheiros químicos, famacêuticos, biólogos e outros profissionais da UFSC.


Um tratamento promissor para pacientes paraplégicos começa a tomar corpo, com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (FAPESC). Seu presidente, Diomário Queiroz, inaugurou, nesta semana, o novo Laboratório de Tecnologias Integradas (InteLab) da UFSC, onde pesquisadores desenvolvem materiais que possam servir de suporte à regeneração da medula espinhal para que, eventualmente, se possa restaurar a transmissão de informação nervosa e a atividade locomotora. 

“Num futuro próximo, pretendemos cultivar células tronco nestes biomateriais e paralelamente, produzir e caracterizar uma interface neuroeletrônica (chip orgânico), para então serem implantados na medula espinhal de animais”, disse a pesquisadora Janice Koepp, idealizadora do Projeto. 

Ela acrescenta que os chips orgânicos permitiriam que um neurônio “conversasse” com outro, e ressalta que eles são feitos de polímeros, não de silício, o que resulta em um chip flexível e de baixo custo. Esta tecnologia de ponta será transferida da França a uma equipe interdisciplinar da UFSC a partir de março. 

A Fapesc apóia projetos ligados ao chip orgânico há 3 anos, mas a inauguração do novo laboratório deve deslanchar o projeto “Desenvolvimento de Novas Estratégias para Tratamento de Lesão Medular Traumática”, coordenado pelo Prof. Dr. Giles Alexander Rae. 

A proposta da pesquisa surgiu no Instituto Heliópolis de Tecnologia e Gestão da Inovação e foi contemplada com R$ 1.482.000,00. A primeira parcela do total, R$ 450 mil liberados em agosto, já permitiu a ampliação e a compra de equipamentos para o Intelab, supervisionado pelo Prof. Dr. Luismar Marques Porto. O Laboratório de Produtos Naturais e uma sala de cirurgia do Departamento de Farmacologia, também estão sendo reformados.

As próximas parcelas servirão para equipar os laboratórios, custear os estudos científicos, pagar bolsistas envolvidos no estudo, e permitir o intercâmbio entre pesquisadores da França e do Brasil.

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