
Assessoria de Comunicação do Confap - 25/02/2010
De questões relativas à 4ª Conferência Nacional de CT&I até apresentações das agências financiadoras, o 1º dia de evento foi dedicado a discussões de temas maiores e reuniu todos os gestores participantes.
No primeiro dia do Fórum Nacional Consecti-Confap, estiveram presentes mais de 100 pessoas, entre gestores das áreas de ciência e tecnologia e saúde e pesquisadores do setor.
Foram debatidos os temas “Lançamento da Agenda de Convergência das Ações de CT&I para Inclusão Social do Rio Grande do Norte”, “4ª Conferência Nacional de CT&I: perspectivas para a Política Nacional”, “Papel dos Municípios na 4ª Conferência Nacional de CT&I”,”C&T fora do eixo Rio-São Paulo”, “Painel: Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia e Saúde” e “Painel: Agências Financiadoras para Projetos de CT&I”
Todas as mesas redondas e palestras foram realizadas com participação dos profissionais ligados ao Consecti, Confap e Fórum dos Secretários e Dirigentes Municipais de CT&I. Em conjunto, debateu-se a situação atual de ciência e tecnologia no país, os principais desafios, exemplos de avanços na área e fortalecimento de parcerias.
O secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Antônio Elias, apresentou os temas que serão abordados da 4ª Conferência de CT&I. Segundo ele, o objetivo é passar por quatro questões principais: olhar o sistema nacional de tecnologia; inovação nas empresas e na sociedade; pesquisa, desenvolvimento e inovação em áreas estratégicas; ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento social.
Citando os avanços que o país tem tido nos 50 anos de institucionalidade da C&T no Brasil, ele listou os principais desafios remanescentes. Segundo Elias, é preciso intensificar ações e iniciativas do setor ao grande público, melhorar a educação e atrair mais jovens para a carreira científica, além de fortalecer o protagonismo internacional do Brasil.
O secretário enfatizou, no entanto, que algumas críticas em relação ao ministério não mais procedem, como a questão da centralização de recursos. De acordo com Elias, regiões como o norte e nordeste não têm sido desprivilegiadas pelos recursos e C&T. “Eles tem recebido mais do que os 30% previstos na lei”, afirmou.
Como exemplo de iniciativas bem-sucedidas fora do eixo Rio-São Paulo, o pesquisador Sidarta Ribeiro apresentou o trabalho do Instituto Internacional de Neurociência de Natal Edmond e Lily Safra, pioneiro no ramo e sediado em na capital do Rio Grande do Norte.
Contudo, Ribeiro frisou a importância de não se depender de uma única fonte de financiamento para realização de projetos de ciência e tecnologia. Segundo ele, este é um dos motivos pelos quais alguns projetos promissores não foram para frente no Brasil.
Para discutir financiamento, representantes de agências de fomento também discursaram e debateram suas atuações em parceria com secretarias e Faps. O presidente do CNPq, a responsável pelo planejamento na FINEP e o superintendente do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene) apresentaram dados de suas agências, programas e ações existentes, além de projetos e possíveis mudanças.
Este último debate foi o mais longo e ativo – durou 2h30. Diversos gestores e pesquisadores sugeriram mudanças e questionaram programas e ações das agências.
As atividades previstas para o segundo e último dia de evento serão as reuniões específicas de cada um dos órgãos promovedores do Fórum.
