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Últimas notíciasEm defesa da internacionalização da Amazônia
Sexta-feira, 11 julho, 2008 - 11:31
Eu sabia que esse título iria dar em confusão. Sabia que despertaria a atenção dos mais displicentes dos leitores. Sabia que ele causaria furor nos mais controlados e ácida indignação nos aguerridos defensores desse enorme pedaço de chão verde. Sabia, também, do risco político que para mim representaria enfrentar essa barra. Pois bem, mesmo com todas essas funestas possibilidades, ancorei-me no direito à liberdade de expressão e, corajosamente, ratifico aqui a defesa do que está posto no título acima. Vamos internacionalizar a Amazônia! Para tanto, defendo apenas o cumprimento de 102 inegociáveis condições que, certamente, em nada afetarão o ânimo de americanos, europeus e tantas outras criaturas desejosas de que ela seja internacionalizada. Começo pela necessidade premente de se internacionalizar Paris, aí incluídas, naturalmente, as suas 2 mil livrarias, o que me causa uma inveja danada. Afinal, a bela cidade-luz, que exala história por todos os quarteirões e esquinas, pertence aos milhões de visitantes dos quatro cantos do mundo que para lá migram todos os anos e lá injetam milhões de euros na economia local. Uma vez internacionalizada, Paris seria administrada por um comitê-gestor formado por representantes de diversas nacionalidades, preferencialmente egressos das ex-colônias francesas. O mesmo deveria se dar com Nova York (por que não?), tão querida pelos americanos. Ela poderia ser tombada como símbolo do país mais poluidor do mundo e que não está nem aí para o aquecimento global, o que tem reflexos nocivos para todo o Planeta. Uma vez que Bush Júnior não cuida de seu pedaço, negando-se, inclusive, peremptoriamente a assinar o Protocolo de Kioto, nada mais justo do que internacionalizar a cidade, aí incluída a estátua da liberdade, como forma de penalizar os americanos e de tentar amenizar os estragos para a humanidade. Neste caso, o comitê-gestor poderia ter à frente um representante indicado pelo Comandante Fidel. Por outro lado, enquanto aguardamos o cumprimento dessas duas condições e das outras 100 restantes, das quais aqui não falo por falta de espaço, sugiro que urgentemente se passe a considerar, de fato, a Amazônia como estratégica para o país, e que isso se traduza em investimentos reais para a sua soberania e para a felicidade do povo que aqui habita. Afinal, desde que me entendo por gente, todas as promessas nesse sentido não passaram de mera pavulagem. Odenildo Sena Presidente da Fapeam e do Confap |
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