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Últimas notíciasA mídia que resiste à ciência
Quinta-feira, 26 junho, 2008 - 22:26
Leio uma pequena nota na revista Carta Capital dando conta de que um notável feito do cientista brasileiro Miguel Nicolelis ganhou matéria de capa na revista Scientific American, prestigiada no mundo todo. Apesar de ser o líder de um grupo de pesquisadores da Universidade de Duke (EUA), de ser o idealizador e diretor do bem sucedido Instituto de Neurociências de Natal e da extraordinária importância do citado feito para a ciência mundial, a mídia brasileira ignorou solenemente o fato. Sabe-se que em países que hoje são grandes referências no avanço da ciência e da inovação tecnológica e em outros que, nos últimos anos, têm surpreendido o mundo, como China, Índia e Coréia, o papel da imprensa foi e tem sido fundamental como mobilizador da sociedade, contribuindo, assim, para a criação e consolidação do que se pode chamar de cultura do investimento nessa área. Quanto mais a população tem conhecimento da importância e dos impactos da ciência no seu dia-a-dia, como ao tomar um analgésico ou ao acionar o interruptor de uma lâmpada, para ficar em duas situações tão comuns, mais ela se torna cúmplice dessa premente necessidade, o que resulta em mais pressão junto aos governantes. É deplorável que a mídia nativa, para usar uma expressão do jornalista Elio Gaspari, continue na contra-mão da história, negando-se a cumprir uma pequena fatia de seu papel social. Odenildo Sena
Presidente do Confap/Presidente da Fapeam
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