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Últimas notíciasConvênio para Rede de Malária deve ser assinado até 12 de setembro
Segunda-feira, 1 setembro, 2008 - 19:52
Reunidos no Salão Van Gogh do Da Vinci Hotel, os representantes das FAPs destes estados, a exceção de Minas Gerais e São Paulo, optaram por um diálogo que vai permitir uma organização ampla e paulatina da parceria.
Na tarde desta sexta-feira, eles definiram as linhas básicas que devem nortear as ações dos estados membros da rede. “O programa possui alguns momentos bem definidos, mas o convênio é que irá sustentar tudo que será feito”, asseverou Odenildo Sena, diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) e atual presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP).
Além do convênio, a partir desta reunião, as FAPs começam a trabalhar no sentido de elaborar o Termo de Referência do Programa – o documento que conterá a pré-proposta de funcionamento da rede a partir do recolhimento sistematizado do que os estados conveniados esperam em termos de pesquisa em malária. “Precisamos cientificar os parceiros acerca da idéia e abrir para a possibilidade de que outras fundações venham igualmente a aderir”, pontuou Sena.
Ainda neste momento, estará sendo elaborado o roteiro contendo os formulários para os pré-projetos de pesquisa a serem apresentados após o lançamento do edital. Cada FAP conveniada vai indicar dois pesquisadores por estado para integrar a rede. Segundo a diretora técnico-científica da FAPEAM, Elisabete Brocki, estes pré-projetos serão conhecidos num segundo momento, em que as instituições se reunirão novamente num workshop para aprovação do edital do programa. “Nesta fase nós aprovaremos o edital e negociaremos as pré-propostas dos estados, que já devem trazer orçamentos globais”, disse Brocki.
Visando a construção da rede a partir de um processo que permita o diálogo democrático entre os estados, as negociações serão mediadas por um membro neutro; um profissional não ligado a nenhum dos conveniados à rede.
Divulgação
Após esse processo, a rede de malária terá um lançamento conjunto, a fim de que se inicie, de fato, a recepção de projetos com avaliação, julgamento e publicação de resultados.
Para o diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Maranhão (FAPEMA), Sofiane Labidi, é preciso destacar que é a primeira vez que se constrói um trabalho de parceria desta natureza entre as FAPs. “A malária é uma doença que precisa, além de prevenção, de pesquisa, e pesquisa séria, que permita a emergência de resultados substanciais”.
Já o diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Pará (FAPESPA), Ubiratan Bezerra, acredita que, dado à realidade de poucos pesquisadores e de poucos recursos nos estados para a pesquisa em malária, a rede é uma grande oportunidade de fomento aos estudos, até porque conta com a possibilidade de adesão de outras FAPs.
Na foto, assessores das FAPs e os Presidentes da FAPEMA, Sofiani Labadi, da FAPEAM, Odenildo Teixeira Sena, e da FAPESPA, Ubiratan Holanda Bezerra.
Elizabeth Cavalcante – Agência FAPEAM
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