
Luiz Antonio Elias - 02/03/2010
Entrevista concedida pelo secretário executivo do Minstério da Ciência e Tecnologia, Luiz Antonio Elias, ao site do Confap.
Uma das autoridades convidadas para participar do Fórum Consecti-Confap, realizado nos dias 25 e 26 de fevereiro, em Natal (RS), o secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia discutiu, Luiz Antonio Elias, discutiu os principais avanços e barreiras do setor no país, no evento.
Nesta entrevista, concedida ao site do Confap, Elias expôs a importância da parceria entre governo federal, estados e fundações de amparo à pesquisa. Ele também celebrou as conquistas do Ministério para o ano de 2010 e falou dos principais desafios da ciência e tecnologia no Brasil.
Qual a importância da participação do Ministério em encontros do Consecti e Confap?
A importância é grande, por reafirmar a parceria já estabelecida pela portaria 731, de 2007. Espero que ela cresça sempre, já que permite alocar recursos para os estados. E o que motivou minha presença foi a discussão da temática da 4ª conferência nacional de CT&I (que acontecerá em abril, em Brasília).
O que representa o ano de 2010 ano para o Ministério da Ciência e Tecnologia?
Este ano, o ministério completa 25 anos de existência. Além disso, teremos para 2010
o maior orçamento da história para o setor, R$ 7,3 bilhões. É claro que, apesar de ser o maior, ainda não é exatamente o que necessitamos. Temos um desafio que é chegar, em termos de recursos para ciência e tecnologia, a 2% do PIB. É claro que, pata tal, é preciso maior interlocução entre governo federal e estados, universidade e setor empresarial e os desafios que foram discutidos neste fórum.
Quais são as prioridades do Ministério para este ano tão importante, em termos de reconhecimento da C&T no país?
Entre as nossas prioridades estão a melhoria das universidades, ou seja, o investimento em conhecimento, na forma de investimento em pesquisa, infraestrutura. Também é preciso traduzir este conhecimento para o empresariado, é necessário que ele entre no risco do processo. Procuramos sempre a articulação, e que ela seja conjunta com órgãos estaduais, federais etc. Ademais, precisamos investir no desenvolvimento social, ou seja, como traduzir a tecnologia e a ciência em cidadania.
Pode-se afirmar que há no Brasil o fenômeno chamado de “fuga de cérebros”?
Muitas pessoas chamam este processo de saída de pesquisadores e estudantes do país, atraídos por oportunidades em universidades estrangeiras, de exílio. Esta palavra é muito forte, não é isso que acontece. Mas existe sim a fuga de cérebros. E o governo detectou este falo e está criando programas para reverter isso. Não para trazer a pessoa de volta, fisicamente, porque isso depende da vontade dela. Mas através de rede, pretendemos trazer o conhecimento para cá. Então, estamos criando projetos específicos de cara área, com bolsas etc, e esperamos que, por meio dessas redes, os brasileiros lá fora possam compartilhar seus conhecimentos.
