
Mario Neto Borges - 12/01/2010
Presidente da FAPEMIG e do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap)
O setor de mineração é forte e tradicional em Minas Gerais. O investimento em pesquisas nesta área é importante para o desenvolvimento de novos processos e técnicas e a consequente expansão da produção, melhoria da competitividade e preservação do meio ambiente. Pensando nisso, a FAPEMIG já investiu cerca de R$ 8 milhões no financiamento de projetos de pesquisa dentro do Programa Estadual de Tecnologias Minerais.
Em 2007, foi criado o Pólo de Excelência Mínero-metalúrgico. O objetivo do Pólo é criar um ambiente propício para investimentos, ampliar os negócios e otimizar oportunidades para a economia mineira. O projeto é coordenado pela Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - Sectes, com o apoio financeiro da FAPEMIG.
A participação decisiva do Governo do Estado, neste setor, visa fomentar a interação entre as Universidades e Centros de Pesquisa, que são responsáveis por gerar o conhecimento, e as Empresas e Industrias que, por outro lado, devem se incumbir do desenvolvimento tecnológico e da inovação. Com isso em mente, a FAPEMIG tem investido em parcerias que buscam, em última instância, incentivar a inovação e aumentar a competitividade dos produtos e processos desenvolvidos no Estado. É preciso, no entanto, ressaltar que o sucesso de um estado ou país só acontece plenamente quando estas forças atuam em conjunto. O modelo é hoje conhecido como Hélice Tríplice (i.e. Academia-Empresa-Governo).
Em Minas Gerais este modelo tem nome: Sistema Mineiro de Inovação – SIMI, concebido em 2006. Neste contexto várias ações têm ocorrido com sucesso e, em 2009, culminam com três parcerias de peso entre a FAPEMIG e empresas importantes. A primeira, com a FPT – Fiat Powertrain Technologies, teve como valor R$ 1,1 milhão e está na fase de julgamento dos projetos; a segunda, com a Whirlpool, no valor total de R$ 10 milhões, a serem investidos no prazo de cinco anos, já está com o primeiro edital lançado.
Destaque especial deve ser dado à terceira parceria em acordo recém assinado com a Vale que prevê R$ 41 milhões a serem investidos em Minas Gerais. O acordo com a Vale, uma das principais empresas brasileiras, é a tradução mais fidedigna do modelo da hélice tríplice, de parceria Academia-Empresa-Governo. Exemplos de outros países provam que esse é o caminho para o desenvolvimento.
Dessa forma, os investimentos realizados com recursos públicos retornam para a sociedade na forma de novos produtos, empregos, alternativas de renda, geração de riqueza e melhoria da qualidade de vida.
A visão moderna e empreendedora do Governo de Minas preparando o Estado para o século do conhecimento merece destaque. De um lado a Lei Mineira de Inovação, que com certeza possibilitará novos investimentos e o envolvimento do setor empresarial com o desenvolvimento científico e tecnológico. De outro a consolidação da FAPEMIG com orçamento integral e estrutura de agência de C,T,I.
Estas ações, inovadoras no país, são consequências do apoio e da crença deste Governo no potencial da ciência e da tecnologia para transformar realidades. Crença que já se mostra acertada, pelos resultados que, em tão pouco tempo, já estão aparecendo. O sucesso social e econômico sustentável de um estado ou país só acontece plenamente quando os governantes e a sociedade definem e defendem os investimentos em educação e ciência com um valor inestimável para o futuro.
